TANUSSI PUBLICADO NA UNIVERSIDAD NACIONAL AUTÓNOMA DE MÉXICO




TANUSSI CARDOSO
(Rio de Janeiro, 1946)

Traducción de ANGÉLICA SANTA OLAYA

VACÍO

Todo es soledad. Silencio.

Todo es misterio. Miedo.

Ahí, en la ebullición,

están naciendo las palabras.

Todo es angustia. Ausencia.

Todo.

Incluso el poema.

Principalmente el poema.


POEMA EM PORTUGUÊS:


OCO


Tudo é solidão. Silêncio.
Tudo é mistério. Medo.
Mesmo em ebulição
Nascendo as palavras.
Tudo é angústia. Ausência.
Tudo.
Mesmo o poema.
Principalmente o poema.


Publicado em A MEDIDA DO DESERTO e outros poemas revisitados, inserido em RIOS, Ibis Libris, Rio de Janeiro, 2003

OS ELEMENTOS DO ASSOMBRO, por ELAINE PAUVOLID



Jornal do Brasil Quarta-feira, 24 de novembro de 2010 PÁG. 42

IDEIAS & LIVROS

TANUSSI CARDOSO LANÇA ANTOLOGIA POÉTICA NA QUAL MORTE, MEMÓRIA E DESEJO SÃO OS TEMAS PRINCIPAIS

TANUSSI – Seus 50 poemas escolhidos chegam ao ponto da maturidade

Os elementos do assombro
Elaine Pauvolid
POETA

Tanussi Cardoso acaba de lançar uma antologia pela editora Galo Branco, 50 poemas escolhidos. Das participações nos agitos culturais da década 70 ao lançamento da coletânea, construiu uma obra que chama a atenção pela constância de qualidade. Mais que isso: nota-se o aprimoramento tanto da técnica quanto do olhar. A relação com a palavra e as coisas torna-se cada vez mais visceral, conforme o autor vai absorvendo o tempo, marcado pelo registro de sua biografia e livros.

Os versos puderam ser facilmente distribuídos por temas, independentemente do período de criação de cada um deles. Há poemas de quase todas as fases em cada um das partes do livro, à exceção da última, Das mortes, na qual há exclusivamente poemas do livro Viagem em torno de. Ainda que o autor não tenha tido essa intenção, termina a coletânea com poemas deste livro, que marca uma sensível mudança em sua poética.

No início da trajetória do autor, os elementos de sua poesia o intrigavam. Deixava antever nos versos a procura por respostas sem que isso fosse assumido como proposta. Os elementos eram apresentados com espanto e assombro. Essa estupefação vai construindo uma indagação, uma busca de sentido que vai se transformar, também, em elemento de sua poética. No interesse pelos elementos morte, memória e desejo, o autor aproxima-se cada vez mais deles. Estes elementos nos são mostrados através de lentes de aumento cada vez mais sensíveis.

A busca se torna tão aguda que já não a percebemos. O processo de indagação da morte, da memória e do desejo, que havia se tornado também um elemento de sua poética, se dissolve. Tanussi deixa de ser o poeta do estandarte, do grito de alerta, para silenciar nos elementos. É quando silencia que consegue transformá-los em objetos, e sua poética começa a encontrar o ponto de maturidade.

50 poemas escolhidos Tanussi Cardoso. Galo Branco. 116 pp. R$ 20

NILTO MACIEL: UM GRANDE ESCRITOR BRASILEIRO

AQUELA DOR NO PEITO
Retrato de mulher, Jeanne Rhéaume)

Após o almoço, costumo ler. Sempre as novidades. Deixo os clássicos para a noite. Desde ontem folheio o novo livro de Wilson Gorj: Prometo ser breve. Mas nunca leio numa tarde um livro todo. Não por preguiça. Prefiro ler aos goles: vou à copa, beberico umas gotas d’água, caminho pela casa, volto ao assento, reabro o volume. E assim passo uma hora.

Esse sossego, no entanto, é quase todo dia quebrado. Vez por outra, sou despertado pelos telefones – esses objetos quase totêmicos para muitos de nós. Oferecem planos de saúde e morte súbita, automóveis voadores, viagens aos confins do mundo (nosso, meu). Invento histórias terríveis, para me livrar desses vendedores de ilusões: ontem meu filho (não tenho filho) caiu do segundo andar; assaltaram minha casa e me levaram quase tudo.

Também os carteiros – esses portadores de cobranças bancárias – me chamam à realidade. Há, ainda, os vendedores de frutas e verduras, em carrinhos puxados a mão. Gritam, na calçada: Olha o limão verde, freguesa. Hoje tem abacaxi doce.

Às vezes, minha tranquilidade é roubada por jovens leitores. E eu muito me regozijo com esse roubo. Como se me levassem a angústia toda que me cose os retalhos da tarde.

Hoje recebi a visita da estudante Jéssica Morais. Quer ser escritora. Mostrou-me uns poeminhas. Como soube de mim? Buscava poesia na Internet e terminou encontrando meu nome. Deve ter sido no Jornal de Poesia, de Soares Feitosa. Na primeira mensagem escreveu: “Li umas poesias do senhor e gostei muito”. Foram mais de dez comunicações, minhas e dela. Na mais recente, se encheu de coragem: “Quero muito conhecer o senhor. Nunca vi um escritor de perto”.

Com vergonha de falar de mim, perguntei-lhe se conhecia Dante, Camões, Shakespeare. Sim, tinha lido um “resumo” da Divina Comédia, uns sonetos do luso, Romeu e Julieta. Como não sou conhecedor deles, temi meter-me numa enrascada dos diabos e decepcionar a garota. Preferi falar dos novos escritores: “Você conhece Wilson Gorj?” Não, não conhecia. Lembrou-se de Gorki. E falou de Dostoiévski, Gogol, Tolstói, Tchekhov. Fiquei embasbacado. Como esses jovens sabem de tudo!

Abri o livrinho do moço de Aparecida (nasceu em 1977, ano em que a revista O Saco se findou e me mudei para Brasília) e li em voz alta: “Wilson Gorj é um dos expoentes da nanoliteratura.” São palavras de Cairo Trindade, na apresentação do volume. Jéssica me interrompeu: “O que é nanoliteratura?”

As epígrafes de Wilson são do mestre inglês: uma de A tragédia do Rei Ricardo II, outra de Hamlet. O livro é dividido em “Microcontos” (38 narrativas curtíssimas, numeradas e sem títulos, e outras com títulos), “Reinações no reino da palavra” (algumas de uma linha, sem título; outras com título) e “Doses homeopoéticas” (todas com título, algumas mais longas: quatro, cinco, seis linhas).

A tarde morria. Lembrei-me de Castro Alves: “A tarde morria! Nas águas barrentas / As sombras das margens deitavam-se longas” (...). Minha sede aumentava. Meu medo passava, escorria para o quarto, calava-se debaixo da cama. “Quer ouvir algum continho do Gorj?” Eu não esperava resposta tão áspera: “Prefiro Homero, mas gosto do mesmo modo desses meninos de hoje”.

Li o primeiro: “O carro era zerado. Mas a namorada... Como era rodada!” Olhei para a cara dela. Fazia careta. Mas uma careta tão engraçada, tão bonita, que tive ímpetos de beijá-la. Contive-me. Não estou mais na idade desses arroubos. “Parece piada”. Ri, envergonhado. “Ouça este, então: ‘Aquele teria sido o sono mais longo de sua vida. Não tivesse acordado a sete palmos debaixo da terra’. Jéssica sorriu: “Este é bem melhor. O senhor não acha?” Irritei-me: “Por que você me trata assim, menina?” Ela se mostrou surpresa: “Porque o senhor me lembra meu avô”. Que pirralha mais atrevida! Tive até vontade de lhe dar umas palmadas. “Leia outro”. Li, agastado: “Perdeu a fé nos homens. Desde então se devota às mulheres”. O título é “Padre”. Riu, sem querer me ofender. De propósito, continuei a leitura e passei ao igualmente brevíssimo “Ondas”: ‘Teu corpo, praia deserta. Minha língua, o mar’. Ela entendeu tudo: “Esse Wilson Gorj é bem criativo”. Concordei com ela. E li uma frase de Mayrant Gallo, nas abas do livro: “E, se tudo é brincadeira, é preciso lembrar que, freudianamente, não existe brincadeira”.

Sedento, ofereci água à menina. Enquanto sorvia o líquido, ela vasculhava a pequena biblioteca da sala. Súbito, me pediu, por empréstimo, os dois volumes dos contos reunidos de Moreira Campos. Saciado, não pude dizer não. Afinal, literatura é entrega.

Ao se despedir, disse, rindo: “Enfim, consegui realizar mais um sonho: conhecer um escritor pessoalmente”. Dei-lhe um beijo na testa e, sem saber o que dizer, balbuciei: “Moreira Campos é o nosso Tchekhov.” Ela saiu, muito séria e faceira. Voltei ao livro de Wilson Gorj: “Aquela dor no peito, quem dera fosse poesia... Mas era crônica”.

Fortaleza, 8 de outubro de 2010.

NILTO MACIEL

Extraído do blog:

http://literaturasemfronteiras.blogspot.com/2010/10/aquela-dor-no-peito-nilto-maciel.html

LIVROS PUBLICADOS DE TANUSSI CARDOSO


* 50 Poemas Escolhidos Pelo Autor. Rio de Janeiro: Edições Galo Branco, 2010. Seleta de seus melhores poemas.
Os organizadores do evento "EU, LEITOR", que teve efeito no Centro Cultural Justiça Federal do Rio de Janeiro, de 26 a 30 de outubro de 2010, incluiram este livro, entre os 25 títulos obrigatórios como sugestão de leitura de poesia. Entre os livros selecionados de autores vivos, além dos "50 Poemas Escolhidos pelo Autor", de Tanussi Cardoso, foram citados os livros de Carlito Azevedo, Leonardo Fróes, Ferreira Gullar e Afonso Romano de Sant'Anna. Como honrosa companhia, livros de nomes exponenciais, como Drummond, Bandeira, Baudelaire, Blake, Ana Crisina César, Leminski, Maiakovski, Cecília Meireles, João Cabral de Melo Neto, Murilo Mendes, Vinicius de Moraes, Fernando Pessoa, Sylvia Plath, Mário Quintana, Rimbaud, Rumi, Waly Salomão, Gaspara Stampa/ Louise Labe e Elizabeth Browning, Bruno Tolentino e Whitman.


* Carne Serena. Rio de Janeiro: Ed. Fivestar, 2009, inserido na coletânea de poemas “Vertentes”, junto com os poetas Elaine Pauvolid, Marcio Carvalho, Márcio Catunda e Ricardo Alfaya. Prefácio de Marcio Catunda.


* Exercício do Olhar. Rio de Janeiro: Ed. Fivestar, 2006. Apresentação de Gilberto Mendonça Teles e prefácio de Luiz Horácio Rodrigues. Livro lançado primeiramente na Cidade do México, a convite dos organizadores do Segundo Festival Latinoamericano de Poesia “Ser al fin una palabra”, dentro do Dia Mundial da Poesia. Finalista do Prêmio Nacional de Poesia Cidade de Juiz de Fora 2003. Melhor Livro de Poesia de 2006, no Congresso Latino Americano de Literatura, em São Francisco de Itabapoana / RJ.

Sobre esse livro, em 2008, o poeta e ensaísta Igor Fagundes escreveu um alentado ensaio, “A Poética do Olhar em Tanussi Cardoso: Um Exercício do Corpo Inteiro”, inserido no livro “Os Poetas Estão Vivos – Pensamento poético e poesia brasileira no século XXI”, vencedor do “Prêmio Literário Cidade de Manaus”, ed. Muiraquitã/Manaus-Am.


* A Medida do Deserto e Outros Poemas Revisitados. Rio de Janeiro: Ed. Íbis Libris, 2003, inserido na coletânea de poemas “Rios”, junto com os poetas Elaine Pauvolid, Márcio Catunda, Ricardo Alfaya e Thereza Christina Rocque da Motta. Prefácio de Thereza Christina Rocque da Motta.


* Viagem em Torno de. Rio de Janeiro: Ed. 7Letras. 1ª edição: 2000; 2ª edição: 2001. Prefácio de Salgado Maranhão, foto de Dayse Marques. Prêmio ALAP de Cultura 2000, outorgado pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro e pela Academia de Letras e Artes de Paranapuã (ALAP). Prêmio Capital Nacional 2000 – Poeta do Ano, organização do jornal O Capital, Aracaju/SE. Menção Honrosa no Concurso Nacional Ruth Scott 1993, do Sindicato dos Escritores do Estado do Rio de Janeiro (SEERJ). Menção Honrosa no Concurso Prêmio Jorge de Lima, da UBE/RJ/1993. Menção Honrosa do Prêmio Carlos Drummond de Andrade, organização da UBE/RJ/1999.


* Beco com Saídas. São Paulo: Ed. Edicom, 1991. Prefácio de Socorro Trindad, 4ª capa de Cadu Fernandes, capa e ilustrações de Alberto Harrigan, foto de Dayse Marques. Menção Honrosa do Prêmio Guararapes de Poesia, da UBE, Prefeitura Municipal de Jaboatão/PE/1986. Menção Especial no Prêmio Jorge de Lima, da UBE/RJ/1990. 3º lugar no II Concurso Nacional do livro de Poesia/1994, organização do Jornal Correio de Poesia, editado por Luiz Fernandes da Silva.


* Boca Maldita. Rio de Janeiro: Ed. Trote, 1982. Prefácio de Leila Miccolis, capa e ilustrações de Otavio Studart, foto de Ana Carolina. Menção Honrosa no III Concurso Escrita de Literatura, organização da Revista Escrita/SP/1980.


* Desintegração. Rio de Janeiro: Ed. do Autor, 1979.

TANUSSI CARDOSO POR HENRIQUE MARQUES-SAMYN


CONTESTAÇÃO CONSCIENTE





As referências à poesia brasileira produzida ao longo da década de 1970 tendem a evocar imediatamente os nomes relacionados à chamada "poesia marginal" – embora o pressuposto de que a todos os autores que produziram durante aquela época possa ser aplicado esse rótulo seja equivocado, sendo prova recente disso o volume referente aos Anos 70 da antologia Roteiro da poesia brasileira, organizado por Afonso Henriques Neto. Não obstante, se aquela "marginália" legou para a poesia brasileira um conjunto de importantes elementos, teve por outro lado ecos negativos que se prolongam até os dias atuais. Esses prós e os contras foram proveitosamente sintetizados por José Paulo Paes, de cuja análise destacamos, de um lado, a contestação dos valores estabelecidos a partir de uma opção existencial e o questionamento do bom gosto das elites lítero-sociais; e, de outro lado, a desorientação, a desinformação e o descompromisso com diretrizes estéticas que, na maior parte das vezes, resultou numa produção circunstancial e efêmera.A estreia literária de Tanussi Cardoso ocorre apenas no fim da década de 1970: Desintegração data de 1979, o que em primeira análise nos permite postular que sua obra não representa fielmente o ideário predominante na "marginália". De fato isso ocorre, mas não porque seja o poeta um epígono, ou porque meramente espelhe a estética predominante naquela época; uma leitura do volume dedicado à sua obra na valiosa série 50 poemas escolhidos pelo autor (Galo Branco, 2008) demonstra que, se Tanussi Cardoso é o autor de uma poesia que contesta os lugares-comuns e desconstrói o discurso literário essencialmente a partir de uma postura existencial, cumpre essa tarefa por intermédio de uma poesia que nada tem de gratuita. Sob uma dicção aparentemente fácil e despojada, Tanussi Cardoso ergue uma poesia densa, que resgata e atualiza alguns temas perenes da história da literatura.As duas últimas partes do livro, por exemplo, reúnem poemas que tratam precisamente de dois desses motivos universais. Em "Do amor", encontramos o belíssimo "Fado", que merece ser transcrito na íntegra:

Agora, podes ficar onde a tormenta não mais te alcança.

Onde Deus não mais te eleve.

Onde o mar não mais te salgue.

Onde o azul não te aborreça.

É assim o amor – vela por nada.

Cuida por nada.

E quando pensas que és,

teu sangue estanca.

Já em "Das mortes" lemos o excelente "O morto", que tem esta última estrofe:

Tudo permanece em seu lugar.

(...)

O morto é um poema

acabado

solto

completo.

Vê-se, portanto, que Tanussi Cardoso é um poeta que habilmente maneja os recursos formais, jamais mobilizados em favor de artificialismos; em sua poesia, tudo está a serviço de uma expressividade absoluta. Para além disso, atravessa a sua obra um lirismo que nasce das vivências cotidianas, cabendo pôr em relevo uma característica particular: se Tanussi Cardoso se alinha aos poetas que buscam dilatar as fronteiras do poético, nele incluindo também as (supostas) trivialidades do dia-a-dia, importa observar que dificilmente seu lirismo se limita à superfície, havendo uma pungência que a ultrapassa em direção àquela angústia metafísica que sempre assola o humano, decorrente da certeza da finitude e da incerteza da existência. Exemplo disso é um poema como "Oráculo" – raro pela construção precisa, pela força lírica e pela eficácia das imagens –, do qual transcrevemos o trecho final:

mas não quero falar disso agora.

tantas idas e vindas.dor no coração fodido.

vôo e nem acredito.

vôo e nem domingo.

sábado e nem comigo.

vôo e nem futuro.

só preciso disso:

a paz inalcançável do gesto da mão no ar no vento

como um corte lento e gosmento.

silencioso.brutalmente silencioso.

como um poema. límpido como um santo caído das nuvens.

como um poema. gênesis.

como um poema. estupidamente triste.

como um poema. sutil e inacabado.

como um poema. belo e qualquer.

mas não quero falar disso agora.

As anteriormente mencionadas observações de José Paulo Paes acerca da poesia produzida nos anos 70 dizem respeito a problemas que encontramos ainda em poetas atuais, relacionadas à carência cultural e a deficiências na formação literária que conduzem a tentativas de enfrentamento que, por sua ingenuidade e ineficácia, denunciam a inconsequência dos que tentam empreendê-las. Melhor fariam esses autores se seguissem o exemplo de Tanussi Cardoso, contestador consciente, cuja competência no fazer literário é inegável.


Crítica sobre o livro 50 poemas escolhidos pelo autor, da Ed. Galo Branco, publicada no blog
http://marques-samyn.blogspot.com/

Henrique Marques-Samyn nasceu e cresceu nos subúrbios cariocas. É escritor, tradutor e pesquisador acadêmico, autor de Poemário do desterro, Esparsa erótica e de diversos artigos acadêmicos. Articulista do Jornal do Brasil e da revista Speculum, tem textos publicados no México, na Venezuela e na Espanha. É doutor em Literatura Comparada (UERJ), mestre em Psicologia Social e em Filosofia.
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Postado por Literatura sem fronteiras – niltomaciel@uol.com.br às 7:21 AM 1 comentários:
Anonymous said...
Na minha humilde opinião, Tanussi é um dos nossos melhores poetas . Ele consegue, como poucos, dizer em síntese, verdadeiras imensidões poéticas.Tanussi arrepia, nos faz vibrar...
Salve Tanussi!!!!!Salve a Poesia!
Bel

7:46 AM
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EDUARDO TORNAGHI RECITA TANUSSI CARDOSO

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