

TANUSSI CARDOSO
(Rio de Janeiro, 1946)
Traducción de ANGÉLICA SANTA OLAYA
VACÍO
Todo es soledad. Silencio.
Todo es misterio. Miedo.
Ahí, en la ebullición,
están naciendo las palabras.
Todo es angustia. Ausencia.
Todo.
Incluso el poema.
Principalmente el poema.
POEMA EM PORTUGUÊS:
OCO
Tudo é solidão. Silêncio.
Tudo é mistério. Medo.
Mesmo em ebulição
Nascendo as palavras.
Tudo é angústia. Ausência.
Tudo.
Mesmo o poema.
Principalmente o poema.
Publicado em A MEDIDA DO DESERTO e outros poemas revisitados, inserido em RIOS, Ibis Libris, Rio de Janeiro, 2003
Un gran poema, Tanussi. Me hace recordar el temor que el ser humano tiene por lo desconocido, sobre todo si se ve al fondo de un pozo mirándose mirarse. Sin embargo, la sencillez nos salva de ese abismo.
ResponderExcluirNâo tenho medo ao olhar-me no poema de vocé.Meu abraço e admiraçâo, caro amigo.
Antonio Arroyo
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ResponderExcluirQueridísimo amigo, hermano, Maestro...
ResponderExcluirMil gracias por permitirme traducir tu hermosa y nutritiva palabra y por acudir a los llamados de esta loca necia que tanto te admira y quiere... Sabes que, además de la palabra, nos unen estos lazos invaluables de cariño y agradecimiento que crecen con el paso de los años... Es un honor y un placer ser tu amiga... Pocos poetas tan valiosos y hermosos como tú... Felicidades y aquí te dejo mi cariño y enorme admiración... como siempre...
Angélica Santa Olaya
Querido Tanussi:
ResponderExcluirfiquei muito honrada com o seu comentário referente à minha posse na ALTO. Agradeço-lhe de coração por estar sempre acompanhando as minhas atividades literárias. Quanto ao seu trabalho, não preciso dizer que já sou fã de carteirinha, há muito. E esteja certo de que sempre o acompanharei em todas as suas criações, afinal você é um poeta muito sensível e de uma habilidade literária incrível. Beijos poéticos.
Tanussi (amigopoetapoetaamigo a quem admiro e respeito) consegues nesse poema, numa síntese poderosa, expor as chagas do poeta, aquele ser inexplicável que vive nos limites de seus labirintos e quando "irrompe" (n')algum poema, traduz a solidão em que deveras vive, a angústia que deveras sente, a ausência que via de regra é de si mesmo, por habitar em um mundo muitas vezes incompreensível. Uma bela constatação declinada: se tudo se faz de ausência, o próprio poema assim o é. E o poeta também. Saber de teu poema em nossa língua é uma maravilha; sabê-lo em línguas outras é magistral.
ResponderExcluirTanussi Cardoso é um ícone das letras. Trata-se de um poeta cuja obra admirável deve ser lida por todos que amam a boa literatura.
ResponderExcluirBom saber que Tanussi é uma glória nacional e que também alcança plagas estrangeiras!
Com admiração do
Luiz Otávio Oliani
Tanussi, este poema me fez retornar ao Rio de janeiro, 31/12/2010 na praia de Copacabana, com aquela multidão com a esperança de um ano melhor.
ResponderExcluirO carioca hospitaleiro,amigo,fraterno passar por mais esta tristeza. Como esta escrito:Tudo é angustia. Ausência. Tudo.
Que poema escrever para amenizar tamanha dor?
"Tudo é solidão. Silêncio. Tudo é mistério. Medo.
Só um poeta como tu para transmitir na tua dor a dor de tudo.
Carinhos,meu querido amigo
Caro Antonio, o desconhecido, o fundo das coisas, lá onde o poema se esconde e explode - e nasce pássaro, solto e liberto. Não podemos temê-lo, não é mesmo?
ResponderExcluirAbraços gratos por nossa amizade.
Tanussi
Minha grande irmã e grande poeta, Angélica. O universo vibrou muito forte a meu favor, quando a colocou no meu mundo! Não é sempre que se esbarra por aí, com alguém tão positiva, generosa e lindamente humana como você. Ter sua amizade é um presente que agradeço diariamente. Obrigado por isso. Te amo! Seu irmão, Tanussi.
ResponderExcluirObrigado, Luciana, aliás nossos nomes quase rimam, e não será à toa (rs): Tannus / Tanussi...
ResponderExcluirBeijão meu
Generoso amigo, Chico. Vc, como todos os grandes poetas, tem uma visão humana (na sua dimensão) do fazer literário. Por isso, nos irmanamos em nossos prazeres poéticos de forma recíproca. Obrigado por suas palavras e pela sua amizade.
ResponderExcluirSaudades.
Abração meu, Tanussi
Meu bom amigo, Oliani. Você sabe o que penso sobre a sua poesia: das mais belas e instigantes da contemporaneidade brasileira. Portanto, admiração recíprica. Obrigado por suas palavras generosas.
ResponderExcluirVolte sempre.
Beijão meu, Tanussi
Oi, Maria Clara, já estou com saudades de ti, gaúcha! Eu te amo pra sempre e é bom demais te ver por aqui. Obrigado por tua amizade e pelas palavras carinhosas.
ResponderExcluirBeijão deste poeta carioca, Tanussi
Yo también te amo querido amigo y hermano... Vives en mi corazón... donde quiera que mi corazón vaya estarás tú ahí... siempre... GRACIAS... Siempre...
ResponderExcluirAngélica Santa Olaya